Recapagem |

Da norma do INMETRO portaria 227/2006:
Independente do nome dado tecnicamente ao processo de reforma, realizado dentro dos parâmentros corretos, dá nova vida ao pneu usado diminuindo o impacto ambiental e reduzindo custos da manutenção do veículo.
Ao longo do tempo os processos de recapagem foram sendo melhorados através de equipamentos mais sofisticados, com maior treinamento dos colaboradores e foco na qualidade e durabilidade.
Qual a diferença entre o processo de recapagem à quente e à frio?
Não existe vulcanização sem uso de temperatura.
Utiliza-se popularmente processo a frio ou a quente para diferneciar o processo de remoldagem do processo de recapagem.
A diferença é grande!
No processo a quente o pneu é recoberto por uma camada de borracha e levado a uma prensa que possui o molde do desenho da banda. Através da pressão de ar comprimido o pneu inflado é pressionado contra o molde, carimbando a borracha aquecida e gerando o desenho. O que ocorre com temperaturas altas e baixas pressões. Isso gera um processo rápido e não necessita de compostos de borracha nobres nem de carcaças perfeitas. A alta temperatura é inimiga da carcaça que por sua vez fragiliza e perde boa parte da sua resistência.
Daí o custo baixo.
No processo a frio a banda de rodagem é fabricada em uma prensa hidraulica, com extremas pressões e temperaturas controladas digitalmente por longo tempo. A consequência disso é uma uniformidade de vulcanização e cura perfeita da banda de rodagem.
O processo de recapagem apenas cola a banda pronta à carcaça usando baixas temperaturas, quase as mesmas das temperaturas de trabalho do pneu mas em autoclave com altas pressões. A carcaça obrigatoriamente deve ser perfeita. A alta pressão gera aderência máxima da banda à carcaça e mantém as propriedades da carcaça para uma nova vida-útil.
Carcaças de primeira e compostos de borracha de alta tecnologia geram pneus de primeira linha e consequentemente custos mais elevados de produção.